Numa relação, a dificuldade da grande aprendizagem da 'aceitação', reside no aparente mecanismo do ser humano, automaticamente preparado em estabelecer certos limites que impedem de nos reconhecermos abertamente no outro. Essa não aceitação está ligada à imagem que temos de nós mesmos. Com facilidade, acusamos o outro de defeitos ou incapacidades, não percebendo que podemos sofrer do mesmo.
Fundir-nos no outro não é tarefa fácil. Creio que isso não existe nesta dimensão. Quantas vezes já dissemos ou ouvimos dizer isto: 'aceito como ele/a é, mas não o/a quero por perto'. Ou variantes desta frase.
Nos relacionamentos isto fia muito fininho. Querem ver como?
Já te ocorreu estares muito tranquilo/a no teu relacionamento, acreditando que tudo está na paz dos anjos e, quase de súbito, aparecer alguém que te desafia? Não? Pensa bem. Quem te está a desafiar? Aqui, tens que parar um pouco e perceber o que está a acontecer. É um desafio interno, vindo do teu parceiro/a? Ou vem de alguém de fora da relação?
Se esta situação se dá dentro da relação, o casal poderá assumir em conjunto o desafio e darem um brilho especial às questões erótica e amorosa. Se estiveres apto para aproveitares a oportunidade que a vida te está a dar para regenerares a tua própria capacidade em aceitares, amares e produzires transformações internas. Será que estás tão instalado na rotinazinha da tua relação que nem te atreves a seguires por outros ventos? Por outras demandas? Estes são momentos poderosos, onde basicamente tens duas alternativas: ou sucumbes ao teu imobilismo ou aceitas a transformação.
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