No final de 1928 instalou-se na vila de Naggar, Kulu, Índia. No ínicio dos anos trinta N. R., promove um projecto do tamanho da sua alma – O Pacto e a Bandeira da Paz. Esta iniciativa, lançada em Nova Iorque em 1929, foi aprovada um ano mais tarde pela Sociedade das Nações (o protótipo da Organização das Nações Unidas), recebendo a aprovação entusiástica de figuras políticas e culturais da craveira de Alberto I, Rei da Bélgica, de Rabindranath Tagore, de Maurice Maeterlink e do Presidente dos E. U. A. Delano Roosevelt.
Este projecto estipulava que todas as instituições educativas, artísticas, científicas ou religiosas, bem como todos os edifícios que possuíssem um significado ou valor cultural ou histórico, deviam ser reconhecidos como centros invioláveis e respeitados por todas as nações, quer em tempos de paz, quer em tempos de guerra. Com este objectivo, estabeleceu-se um tratado que tinha a finalidade de ser assinado por todas as nações do mundo. Roerich desenhou o símbolo que ficou conhecido como a Bandeira da Paz e da Cultura: uma circunferência vermelha contendo três círculos encarnados sobre um fundo branco.
Este símbolo sagrado encontra-se em todas as civilizações e culturas de todos os tempos. São vários os significados que lhe podemos atribuir: os três círculos simbolizam a arte, a ciência e a religião, rodeados pela circunferência da cultura; ou, então, o passado, o presente e o futuro rodeados pelo eterno; ou, ainda, o subconsciente ou instinto, o consciente ou inteligência, e o supraconsciente ou intuição rodeados pela circunferência da consciência; e por fim, e na mesma linha, a alma temporal ou animal, a alma humana ou imortal e a alma espiritual ou divina, rodeadas pela Anima Mundi, a Alma do Mundo.
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