Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre a grafologia, o aumento da divulgação deste tema responde simultaneamente a um interesse e curiosidade do público, como à necessidade de desmistificar esta disciplina.
A maioria das crónicas, não tratam dos fundamentos físicos, fisiológicos e/ou psico-lógicos da matéria, além disso, muitas demostram uma tendência a rotular/classificar o autor duma escrita, tão somente por um pequeno trecho, o que do ponto de vista técnico representa algum risco. Levanta-se assim uma questão importante, no sentido em que os resultados provenientes da análise da escrita ou grafia do autor, vão conduzir o grafólogo a certas afirmações descritivas da sua personalidade. Cremos então, que deveriam existir normas que regulassem a dimensão ética ao nível da prática e da forma como o especialista partilha as informações. Porque, sem dúvida, todos nós, somos supostamente curiosos de melhor nos conhecermos, mas muito poucos, estão prontos a aceitar certas revelações, que podem induzir no limite e em certos casos, a danos ao nível do equilíbrio psico-afectivo. Referimo-nos pois à veracidade e validade, e ao impacto das afirmações, consequentemente, da grafognosia, ou seja, do conhecimento da pessoa através do estudo da sua grafia.
Mas quais são os postulados que permitem certas alegações? Qual é a validade da grafologia? As primeiras obras conhecidas apareceram no século XVII, em Itália escritas por Camillo Baldi, declarando que a forma de escrever uma missiva, traduz o caracter do autor.
Sucederam-se através dos séculos trabalhos e tratados sob varias orientações e diversas pesquisas que levaram a diversas conclusões, tanto em França, com J.H.Michon e J. Crépieux-Jamin, na Alemanha, com Ludwig Klages e com um seguidor na Suiça, Max Pulver.
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