Teresa é uma mulher igual a tantas outras. Trabalha por turnos, 39 anos, 2 filhos, com um casamento que já teve melhores dias. Na sua luta diária, de conciliação de horários, tenta fazer o seu melhor o papel de mãe, esposa, trabalhadora, gestora do dinheiro familiar, sempre lutando para conseguir tirar dali para pagar noutro lado, harmonizando tudo e todos e esquecendo-se completamente de si própria. Um marido que parece viver no mundo da lua, que, se está sozinho a tomar conta dos filhos entra num stress frenético sem saber muito bem o que fazer, que acaba de jantar e vai ter com os amigos até altas horas da madrugada e que, quando volta, não se preocupa por acordar a Teresa que está a dormir descansadamente pois daí a poucas horas vai trabalhar e tem de se levantar às 4 da manhã.
Enfim, uma vida de inferno, que tem sido vivida num estado de profundo adormecimento, em que ela própria nem consegue muito bem perceber em que é que a sua relação se transformou. Ele com comportamentos estranho, frenéticos por vezes, que parece ter uma energia sem limites, dizendo ou fazendo coisas que no outro dia não se recorda de ter dito ou feito, alterando com comportamentos agressivos e necessidades urgentes e inadiáveis de estar com os “amigos”, regressando sempre com a mesma conversa “que tinha bebido um bocadinho a mais”.
Num dos dias, iguais a tantos outros, que a Teresa estava no cabeleireiro a desabafar que se sentia sem forças para nada e que queria encontrar paz e não conseguia, foi aconselhada a fazer algumas sessões de Reiki, ou algo parecido, para conseguir encontrar a tal Paz que tanto procurava.
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